Boletim da APP – 05/12/25
Informativo eletrônico semanal da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do PR
APP-Sindicato convoca categoria para assembleia estadual extraordinária on-line neste sábado (6)
Sindicalizados(as) precisam fazer inscrição prévia para participar da assembleia: calendário de lutas e mobilizações e outros itens estão na pauta
Foto: Gelinton Cruz / APP-Sindicato
A direção estadual da APP-Sindicato publicou um edital convocando a categoria para assembleia estadual extraordinária on-line, neste sábado (6), com início às 8h30, através da ferramenta de videoconferência Zoom. Para participar, os(as) educadores(as) sindicalizados(as) precisam realizar, antecipadamente, a inscrição no portal “Minha Sindicalização”.
Durante a atividade, os(as) educadores(as) vão avaliar e deliberar sobre itens importantes da pauta da categoria, como o calendário de luta e mobilizações, além de referendar os regimentos da eleição das Direções Municipais, do Regimento Único da APP-Sindicato, eleição de representantes de base ao Conselho Nacional de Entidades (CNE) da CNTE e eleição de delegados(as) para a 35º Congresso Nacional da CNTE.
>> Inscreva-se aqui: Assembleia Estadual Extraordinária On-line (6/12/25)
Para realizar a inscrição da assembleia, o(a) sindicalizado(a) precisa acessar a aba “Inscrições” no portal Minha Sindicalização. Efetuada inscrição, o link de participação será encaminhado para o e-mail cadastrado. Em caso de dúvidas, os(as) educadores(as) podem entrar em contato com a APP-Sindicato pelo número (41) 2170-2500 (telefone e Whatsapp).
Crianças são expostas a armas de alto potencial de fogo dentro de colégio cívico-militar em Colombo
Evento contou com a presença da chefia do NRE e de políticos da região que, em suas publicações nas redes sociais, omitiram imagens da exibição de armas feita às crianças no local
Foto: reprodução
A APP-Sindicato recebeu imagens de crianças sendo expostas à cultura da violência com a exibição de armamento pesado dentro do Colégio Cívico-Militar Vinicius de Moraes, no município de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba,nesta quarta-feira (3). Esse novo episódio de absurdos da militarização da educação no Paraná, imposta pelo governador Ratinho Jr. (PSD), acontece menos de uma semana depois de viralizar nas redes sociais um vídeo que mostra estudantes do Colégio Cívico-Militar João Turin, de Curitiba, cantando uma música que faz apologia ao ódio e à morte de pessoas negras e da periferia.
As imagens do vídeo de Colombo mostram crianças aglomeradas em frente a uma mesa, montada no ginásio da escola, onde estão dispostos pelo menos cinco fuzis, uma pistola e outras armas utilizadas pelo batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial, unidade de elite da Polícia Militar do Paraná (PMPR). O vídeo também mostra que as crianças usam o celular para tirar fotos do armamento, enquanto são observadas por um policial militar, sem a presença de profissionais da educação. Diante da gravidade dos fatos, a APP-Sindicato denunciou as imagens ao Ministério Público, à Defensoria Pública e à Controladoria Geral do Estado.
Professor que atua em colégio cívico-militar desabafa: modelo perpetua cultura de controle e opressão
Educador que trabalha em uma escola cívico-militar denuncia que o governo Ratinho Jr. está comprometendo a essência do ensino, suprimindo a formação crítica e a individualidade dos(as) alunos(as)
Após a repercussão do vídeo denunciado pela APP-Sindicato, onde estudantes de um colégio cívico-militar de Curitiba entoam um canto com letra que faz apologia ao ódio e à violência, um professor, que atua em um dos colégios da rede estadual em que esse modelo foi imposto pelo governador Ratinho Jr., escreveu uma carta aberta em tom de desabafo e preocupação com as consequências negativas da militarização para a educação e para o futuro dos(as) estudantes.
“A ampla maioria dos monitores militares que atuam nessas instituições não têm experiência alguma em ambientes educativos. Limitam-se a um conjunto de procedimentos que tentam uniformizar a juventude. Frases como: “Sentido”, “Descansar”, “Apresentar armas”, “Sem cadência” e “Marche” predominam, enquanto reflexões sobre diversidade, pluralidade e entendimento do contraditório são completamente ignoradas”, aponta o educador no texto.
O professor trabalha há 20 anos na educação pública paranaense. Ele lamenta os rumos que o ensino estadual têm tomado a partir da expansão do modelo cívico-militar e da crescente privatização. Reforça ainda que Ratinho Jr. está comprometendo a essência do ensino, suprimindo a formação crítica e a individualidade dos(as) alunos(as) e desvalorizando o trabalho dos(as) educadores(as). Com receio de perseguição por parte do governo, o educador pediu para não ser identificado. Confira no link abaixo a íntegra do texto.
APP-Sindicato orienta como agir em casos sobre alteração no registro escolar para manipular índices educacionais
Passo a passo explica como os(as) educadores(as) podem se proteger e denunciar situações que configuram falsificação de documento público e crime de responsabilidade
Foto: Bruna Durigan / APP-Sindicato
A APP-Sindicato recebeu denúncias de que alguns Núcleos Regionais de Educação (NREs) estariam orientando as escolas a adotarem procedimentos ilegais, como a retirada de faltas de estudantes que se encontram reprovados por infrequência e a emissão de documentos de transferência para estudantes que desistiram do ano letivo, para caracterizar abandono não registrado.
O sindicato ressalta que esses tipos de alterações de registros escolares e a emissão de transferências, com o objetivo manipular resultados de índices educacionais, configuram falsificação de documento público e violam a legislação educacional, podendo caracterizar crime de responsabilidade. Diante da gravidade das denúncias, a secretaria Educacional da APP-Sindicato elaborou orientações para alertar os(as) educadores(as).
Artigo: Todos os dias deveriam ser 20 de Novembro
O texto da dirigente estadual da APP-Sindicato, Cláudia Gruber, apresenta reflexões sobre a importância dos feriados e seus significados, destacando o Dia da Consciência Negra
Ilustração: Gerada com auxílio de IA
No artigo, a autora Cláudia Gruber evidencia que o valor simbólico dessas datas vai além da pausa no trabalho: elas ajudam a sociedade a reconhecer suas raízes, memórias e identidades.
Cláudia também aponta que, embora haja avanços na literatura e na legislação que prevê o estudo da cultura afro-brasileira nas escolas, ainda existe um longo caminho para consolidar uma educação verdadeiramente comprometida com a igualdade racial.
Convidamos você a conhecer o artigo completo da professora da rede estadual de ensino e mestra em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).







