Boletim da APP – 07/11/25
Informativo eletrônico semanal da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do PR
APP-Sindicato convoca para 12/11 Dia D de luta contra privatização e militarização de escolas
Em todo o estado, cerca de 150 escolas estão sob ameaça de ter a gestão transferida para empresas ou de perder o modelo democrático
Mobilizações das comunidades escolares contra privantização e militarização das escolas - Foto: Arquivo APP-Sindicato
A APP-Sindicato está mobilizando as comunidades escolares para derrotar a nova ofensiva do governador Ratinho Jr. (PSD) contra a educação pública. Cerca de 150 escolas da rede estadual estão sob ameaça de ter a gestão transferida para empresas ou de perder o modelo democrático. Para reforçar as atividades já em curso, o sindicato está convocando, para a próxima quarta-feira (12), o Dia D de luta contra a privatização e militarização das Escolas.
“Hoje temos cerca de 150 escolas sob ameaça. Para frear esse ataque da Secretaria da Educação, é importante que neste dia todas as escolas façam o debate sobre esse tema e somem forças junto às escolas que correm o risco de ter sua gestão transferida para uma empresa privada ou de serem transformadas em um quartel, como ocorre nas escolas cívico-militar”, explica a secretária de Organização da APP-Sindicato, Sidineiva de Lima.
“Vamos dizer ‘não’ mais uma vez”: educadores(as) protestam contra privatização e militarização de escolas
Manifestações organizadas pela APP-Sindicato em todo o estado mobilizam comunidades contra novo ataque do governador Ratinho Jr. às escolas públicas
Em Curitiba, professores(as), funcionários(as) de escola e representantes do movimento estudantil protestaram em frente à Secretaria da Educação (Seed) - Foto: Altvista / APP-Sindicato
A APP-Sindicato realizou, nesta quarta-feira (5), atos em todas as regiões do estado contra a nova ofensiva autoritária do governador Ratinho Jr. (PSD) para ampliar os programas de privatização e militarização de escolas. Em Curitiba, professores(as), funcionários(as) de escola e representantes do movimento estudantil protestaram em frente à Secretaria da Educação (Seed). Durante o protesto, uma comissão se reuniu com a chefia da Seed.
“Nós reivindicamos que não seja feita nova consulta, mas a Seed confirmou que vai publicar nos próximos dias a resolução da privatização nas escolas que já foram consultadas e disseram não. Vamos levar para a comunidade todos os nossos argumentos e desmentir a falácia que essa Secretaria tem feito sobre esse programa. Vamos defender a escola pública na sua gestão pública. Vamos dizer não mais uma vez, se é isso que a Seed quer ouvir”, disse a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto.
Abaixo-assinado fortalece luta contra a privatização e a militarização das escolas públicas no Paraná
Em Campo Mourão, mais de 500 assinaturas foram coletadas só no primeiro dia da ação, mostrando a rejeição da comunidade ao projeto autoritário do governador
Em Campo Mourão, coleta de assinaturas na Feira do Produtor da cidade recebeu apoio da comunidade - Foto: NS de Campo Mourão
A APP-Sindicato está organizando educadores(as), pais, mães, responsáveis e integrantes de organizações sociais contra a nova ameaça do governo Ratinho Jr. (PSD) de entregar a gestão de mais 97 escolas à iniciativa privada e de militarizar mais 50 escolas pelo estado. A coleta de apoio através de abaixo-assinado é uma das ações que tem ampliado a mobilização.
“A comunidade está atenta e solidária. Quando explicamos a perda de autonomia e a precarização do ensino, as pessoas não hesitam em assinar. É um gesto dessa resistência coletiva, e vamos levar a reivindicação ao Ministério Público com as assinaturas coletadas”, afirma a presidenta do Núcleo Sindical da APP-Sindicato de Campo Mourão, professora Silvana Loch.
No primeiro dia de coleta de assinaturas, nesta semana, na Feira do Produtor da cidade, mais de 500 assinaturas foram colhidas. Para a dirigente, o abaixo-assinado é uma ferramenta poderosa de conscientização e diálogo sobre os impactos da privatização e da militarização na educação pública. Ela avalia que o número de assinaturas confirma a rejeição da comunidade ao projeto do governador Ratinho Júnior.
Servidores(as) pressionam deputados(as) a retirar apoio à PEC da Reforma Administrativa
Após mobilizações em todo país, 14 parlamentares já recuaram; veja quem são os(as) deputados(as) paranaenses que ainda mantêm apoio à proposta e saiba como pressionar
Durante o ato, os(as) trabalhadores(as) presentes entregaram uma carta detalhando os pontos críticos da reforma e pediram que deputados(as) se posicionem contra a proposta - Foto: João Paulo Vieira/APP-Sindicato
Dirigentes da APP-Sindicato e representantes dos demais sindicatos que integram o Fórum das Entidades Sindicais (FES) realizaram nesta segunda-feira (3) mais uma mobilização no aeroporto Afonso Pena contra a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição 38/2025, a nova PEC da Reforma Administrativa.
Durante o ato, os(as) trabalhadores(as) cobraram de deputados(as) e senadores(as) que representam o Paraná em Brasília que retirem a assinatura da PEC e se posicionem contra a proposta, que representa um grave ataque aos(às) direitos dos(as) servidores(as) e ao serviço público prestado à população.
Os(as) trabalhadores(as) entregaram uma carta explicando os pontos críticos da reforma, como o fim da estabilidade, criando as chamadas carreiras transversais para os atuais e futuros(as) servidores e regras muito rígidas para os concursos.
Edital traz a relação das 50 escolas em que Ratinho Jr. quer impor o modelo cívico-militar
Governador mudou a legislação para ter o poder de decidir sobre a militarização mesmo nos casos em que a comunidade não comparecer em número suficiente para votar
Estudantes do Colégio Estadual Ivo Leão, em Curitiba, protestaram contra a possibilidade de militarização da escola - Foto: Bruna Durigan / APP-Sindicato - Arquivo
A Secretaria da Educação (Seed) formalizou na última sexta-feira (31) o documento que traz a relação dos colégios estaduais que passarão por consulta à comunidade para decidir sobre a adesão ou não ao Programa Colégios Cívico-Militares do Paraná. O Edital 125/2025 – GS/SEED ainda não foi publicado no Diário Oficial do Estado, mas a APP-Sindicato teve acesso à íntegra do documento que é assinado pelo secretário da Educação, Roni Miranda, e o nome de 50 escolas ameaçadas.
A edição do edital ocorre após a aprovação de alterações na legislação para que o governo possa decidir pela militarização mesmo em casos em que não houver quórum para aprovar a mudança, tornando a votação uma falsa consulta. Ainda de acordo com o texto do edital, a consulta será realizada nos dias 17 e 18 de novembro de 2025, sem tempo suficiente, portanto, para que as comunidades envolvidas tomem conhecimento e debatam o assunto.







