Boletim da APP – 17/07/26
Informativo eletrônico semanal da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do PR
APP-Sindicato condena agressões contra estudante venezuelana
Entidade cobra a volta urgente do Celem e de políticas efetivas de acolhimento a imigrantes no Paraná

A denúncia do espancamento de uma estudante venezuelana de 15 anos, no dia 10 de julho – último dia letivo antes do recesso escolar -, causou indignação na comunidade do Colégio Estadual Olinda Truffa de Carvalho, em Cascavel, no Oeste do Paraná. A adolescente sofreu agressões físicas no trajeto de volta para casa, após um histórico de perseguições, xenofobia e bullying sistemáticos.
Diante da gravidade dos fatos, a APP-Sindicato manifesta profunda solidariedade à estudante e à sua família, ao mesmo tempo em que cobra do governo do estado políticas efetivas de acolhimento a imigrantes e de formação voltadas à inclusão e respeito à diversidade.
Ao contrário de versões que tentam culpar a escola, a direção do Núcleo Sindical (NS) de Cascavel da APP-Sindicato informa que a direção do Colégio Olinda Truffa de Carvalho agiu com total responsabilidade.
Aluno é agredido dentro de escola militarizada, em Ponta Grossa
Segundo informações da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), um dos agressores seria um ex-estudante da unidade
Mais um caso de violência em uma escola militarizada chocou a rede pública de ensino na última sexta-feira (10). Um estudante foi espancado por um homem e um adolescente dentro de um colégio cívico-militar de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O caso coloca mais uma vez o modelo em xeque, já que a bandeira número um do programa seria maior segurança.
De acordo com informações do portal Banda B, uma equipe do 1º Batalhão da Polícia Militar do Paraná foi acionada para atender à ocorrência. Os agentes classificaram a ação como de alta complexidade.
Segundo informações da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), um dos agressores seria um ex-estudante da unidade, que teria ido até o colégio cobrar a vítima por desavenças anteriores envolvendo uma suposta namorada. Ainda conforme a PC-PR, após o estudante reagir às agressões, o irmão mais velho do ex-aluno também passou a atacar a vítima, na tentativa de ajudar o autor.
Para escapar dos agressores, a vítima relatou à polícia que precisou se esconder na sala dos professores. Nas apurações, um adulto que acompanhava a situação conseguiu apartar a briga.
Formação de educadoras auxilia no enfrentamento da violência de gênero
APP-Sindicato unifica a luta pedagógica com mobilização nas ruas, legislação e justiça para combater opressão às mulheres
A luta das mulheres da educação contra o avanço do machismo, do assédio e do feminicídio exige políticas públicas que as protejam, na prática, de qualquer tipo de violência e em todos os espaços. A secretária da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ da APP-Sindicato, professora Tatiana Nanci da Maia, reforça que o combate à violência patriarcal exige articulação permanente, formação da categoria e estruturas públicas de amparo às vítimas.
A mobilização contra a opressão de gênero avança na formulação política e na segurança das comunidades escolares. Na última Plenária das Mulheres da Educação, realizada durante a 9ª Conferência Estadual de Educação da APP-Sindicato, a categoria organizou a resistência para derrotar os retrocessos impostos pelo governo estadual e reafirmou a defesa da escola pública como espaço de emancipação e igualdade.
Além disso, o sindicato estende o debate sobre a proteção integral para as novas fronteiras da criminalidade de gênero. Diante do aumento de ameaças virtuais, assédios digitais e vazamento de dados que vitimizam estudantes e educadoras, a APP-Sindicato debate a proteção virtual e o cotidiano escolar com foco no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital. O objetivo é instrumentalizar a categoria para a identificação e o combate às violências que nascem nas redes e desaguam no dia a dia das escolas.
APP-Sindicato vai recorrer de decisão que esvazia socioeducação no PR
Entidade insiste na suspensão imediata de artigos de resolução que cortam gratificações de professores(as) e fecham turmas

A APP-Sindicato vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que indeferiu o pedido de suspensão da resolução da Secretaria de Estado da Educação (Seed) que visa esvaziar a socioeducação. A ação é uma resposta à tentativa da Seed de impor um dano irreparável ao andamento do ano letivo de jovens e adultos que cumprem pena no sistema prisional.
Publicada na última sexta-feira (10), a Resolução nº 3.298/2026 altera os critérios de planejamento, organização e distribuição de aulas para docentes que atuam em unidades prisionais e Centros de Socioeducação (Censes). De acordo com o Sindicato, a medida cancela turmas e obriga que o(a) professor(a) seja devolvido(a) à sua escola de origem de forma repentina.
Colônias de Praia estão com inscrições abertas para o 7 de setembro
Para participar, os(as) sindicalizados(as) devem realizar as inscrições no sistema Minha Sindicalização até o dia 11 de agosto
As inscrições estão abertas para o sorteio de vagas nas Colônias de Praia da APP-Sindicato em Guaratuba (PR) e Itapoá (SC), com estadias para o feriado da Independência do Brasil durante o período dos dias 5 a 7 de setembro. Os(as) sindicalizados(as) interessados(as) precisam fazer inscrição pelo sistema Minha Sindicalização, até o dia 11 de agosto. O sorteio será realizado no dia 12 de agosto, com transmissão ao vivo nas redes sociais do sindicato.
O prazo para pagamento das diárias para quem for sorteado(a) como titular vai de 13 a 27 de agosto, com os dados gerados no sistema Minha Sindicalização. A APP-Sindicato recomenda atenção às datas, pois os(as) titulares que perderem o prazo de pagamento perdem a vaga, que fica disponível para os(as) sorteados(as) como suplentes. Para esses(as), havendo vagas, o prazo de pagamento é de 28 a 30 de agosto.






