Boletim da APP – 28/11/25
Informativo eletrônico semanal da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do PR
Nova resolução altera calendário escolar do ano letivo de 2026 para a rede pública estadual
Publicação anterior não trazia o recesso do Dia do(a) Professor(a); atualização antecipa a data para o dia 13 de outubro, emendando com o feriado nacional da Padroeira do Brasil
Nova resolução altera calendário escolar do ano letivo de 2026 para a rede pública estadual - Foto: Canva / edição APP-Sindicato
A primeira versão do Calendário Escolar a ser praticado no ano letivo de 2026 para a rede pública estadual não trazia o tradicional recesso do Dia do(a) Professor(a). A Secretaria da Educação (Seed) justificou à APP-Sindicato que a publicação seria corrigida, o que aconteceu no início deste mês. Com a atualização, o recesso foi antecipado para o dia 13 de outubro, emendando com o fim de semana e o feriado nacional da Padroeira do Brasil.
A mudança está prevista na Resolução 6.494/2025 da Seed, que revoga a Resolução 5.694/2025. As alterações mantêm a quantidade de 201 dias de aula, um a mais do que o exigido pela legislação. Outra característica é que, combinado com as datas nacionais, o Calendário Escolar de 2026 terá cinco períodos de feriado prolongado, nos meses de fevereiro, abril, junho e outubro.
Seed inicia procedimento para mapear quantidade de professores(as) com mestrado e doutorado na rede
Orientação estabelece prazos e procedimentos para que os(as) docentes com titulação cadastrem as informações; APP-Sindicato cobra que o Estado tenha esse levantamento
Foto: Freepik
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) está fazendo um levantamento da quantidade de professores(as) da rede pública estadual que possuem mestrado e doutorado. A medida está prevista na Orientação 14/25, que estabelece os procedimentos para que os(as) docentes que possuem a titulação enviem as informações. O prazo começou nesta segunda-feira (24) e termina no dia 27 de fevereiro de 2026.
A secretária de Assuntos Jurídicos da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, explica que o envio é diferente do cadastro para progressão e, portanto, não gera prejuízos ou efeitos na carreira. “Nós sempre cobramos que Estado tenha esse levantamento, porque defendemos que quem já tem mestrado ou doutorado possa ir direto para o Nível III ou que o governo abra um edital específico de PDE. Então, ter esses dados vai nos ajudar nesta cobrança”, destaca.
Concurso para professor(a) da rede estadual é estendido por mais dois anos e terá validade até 2027
APP-Sindicato acompanha o processo e destaca que o governo tem condições de convocar todos(as) os(as) aprovados(as), além de realizar novo concurso
Resolução amplia prazo para chamada de professores(as) aprovados(as) no concurso para rede estadual. Foto: Hedeson Alves / Seed
A Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap) publicou a Resolução nº 10.784/2025, no Diário Oficial do Estado, que prorroga por mais dois anos a validade do concurso público do Quadro Próprio do Magistério (QPM), realizado em 2023. A nova resolução, divulgada em 22 de outubro de 2025, estende a validade do edital de 2025 para 2027, abrangendo todos os componentes curriculares, inclusive Educação Física.
De acordo com o dirigente estadual e coordenador do Departamento de PSS da APP-Sindicato, professor Élio da Silva, a entidade avalia positivamente a medida que amplia o prazo para novas convocações. No entanto, o Sindicato reforça a cobrança pela chamada integral de todos(as) os(as) aprovados(as) no concurso, valorizando a carreira e contribuindo para a educação.
“A defesa da APP-Sindicato é pelo ingresso de todos os educadores aprovados, dos cerca de 13 mil, até o momento foram chamados pouco mais de 4 mil. Hoje temos mais de 30 mil profissionais contratados(as) temporariamente (PSS). O governo chama os aprovados a conta-gotas e não resolve a falta imensa de professores na rede pública do Paraná”, pontua Élio da Silva.
NÃO É NÃO: Comunidades escolares rejeitam, mais uma vez, programa de Ratinho Jr. que privatiza a educação
Nova ofensiva autoritária do governador sofreu derrota esmagadora: 83 escolas disseram não ao Parceiro da Escola, apenas duas disseram sim e em 11 o quórum não foi atingido
Comunidades escolares rejeitam, mais uma vez, programa de Ratinho Jr. que privatiza a educação - Foto: APP-Sindicato
Mesmo com um grande investimento em propaganda, apoio financeiro e logístico de empresas e até articulação de políticos locais, o plano do governador Ratinho Jr. (PSD) para ampliar o programa Parceiro da Escola foi, mais uma vez, derrotado pela maioria das comunidades escolares. De acordo com levantamento da APP-Sindicato, em 82 escolas o resultado foi contrário à proposta de transferir a gestão administrativa para empresas privadas. Apenas duas disseram sim, em 12 o quórum não foi atingido. Na consulta cívico-militar, a mobilização para barrar o avanço da medida também foi grande e 17 escolas rejeitaram o modelo.
“O resultado desta votação é uma grande demonstração de resistência e uma vitória para a educação pública do Paraná. É o reconhecimento das mães, dos pais e responsáveis de que as nossas direções, os professores e funcionários fazem um trabalho incrível para manter de pé a escola pública com qualidade e para todos, mesmo em condições difíceis. É também uma grande derrota para o projeto político e autoritário do governador Ratinho Jr., que não dialoga com os educadores e nem respeita a decisão da comunidade quando o resultado não é o que ele quer”, avalia a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto.
Produção especial da APP-Sindicato divulga práticas antirracistas para as escolas
Conteúdo exclusivo está disponível gratuitamente no YouTube e foi produzido com a participação de educadores(as) que atuam na rede estadual de ensino do Paraná
Produção especial da APP-Sindicato divulga práticas antirracistas para as escolas - Foto: Gelinton Cruz / APP-Sindicato
A sua escola é antirracista? Essa foi a pergunta que pautou a produção especial da APP-Sindicato para as celebrações do Mês da Consciência Negra deste ano. Transmitido ao vivo nas redes sociais, o conteúdo reuniu profissionais da educação com atuação na rede estadual de ensino. Além de trazer informações sobre a temática, os(as) especialistas ofereceram dicas e exemplos de como tornar a sala de aula um espaço de enfrentamento e superação do racismo, como propõe a Lei 10.639, que determina o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana.
“Nosso estado possui a maior população negra do sul do Brasil e, como diz Ângela Davis, numa sociedade racista, não basta não ser racista, é preciso ser antirracista. Então, nossa intenção é de que cada professor, cada funcionário, possa assistir essa live e levar para dentro da sua escola essas perguntas, essas explanações. Que seja um instrumento para que todas as nossas escolas sejam antirracistas”, explica a secretária secretária de Promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo da APP-Sindicato, Celina Wotcoski. Todo o conteúdo pode ser acessado gratuitamente no YouTube da APP-Sindicato.
APP-Sindicato reforça pauta da educação na luta por Reparação e Bem Viver durante marcha em Brasília
Mobilização reuniu mais de 300 mil mulheres e pautou também as lutas das educadoras e estudantes negras do Paraná por justiça e superação do racismo
Dirigentes da APP-Sindicato levam lutas do Paraná à Marcha das Mulheres Negras em Brasília - Foto: APP-Sindicato
Dirigentes da APP-Sindicato participaram na última terça-feira (25) da 2ª edição da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, levando ao evento as pautas fundamentais das educadoras e estudantes negras da rede pública para uma educação pública antirracista, democrática e de qualidade. A atividade reuniu mais 300 mil mulheres de todas as regiões do país.
A secretária de Promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo da APP-Sindicato, Celina da Silva Wotcoski, destaca a importância da participação da entidade. “Precisamos mostrar nossa luta para dar visibilidade aos nossos professores, funcionários de escola e estudantes negros, fazendo com que se sintam acolhidos e contemplados. Sabemos que ainda precisamos avançar muito na educação, pois o primeiro momento em que uma criança se sente negra e sofre racismo é na escola”, explica.
Nos 21 Dias de Ativismo, a APP-Sindicato fortalece a luta pelo fim da violência contra mulheres
Mobilização da ONU Mulheres impulsiona debates sobre a violência digital, igualdade de gênero e acolhimento
Campanha UNA-SE – 21 dias para acabar com o assédio digital. Crédito: ONU Mulheres
De 20 de novembro a 10 de dezembro, a APP-Sindicato leva às escolas públicas e às suas redes sociais o debate pelo fim da violência contra as mulheres, como parte dos 21 Dias de Ativismo. As ações integram a campanha “UNA-se para acabar com a violência digital contra todas as mulheres e meninas”, da ONU Mulheres – entidade das Nações Unidas dedicada à igualdade de gênero.
A secretária da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ da APP-Sindicato, professora Tatiana Nanci da Maia, enfatiza que o cenário exige ações urgentes e articuladas, pois muitas agressões vividas por meninas e jovens ocorrem silenciosamente no ambiente virtual, interferindo em sua saúde emocional, no desempenho acadêmico e em sua segurança.
A dirigente reforça que a escola é uma das portas de entrada mais importantes para enfrentar a violência contemporânea. “É fundamental abordar os riscos e cuidados no ambiente digital porque muitas meninas passam por situações de violência online e não sabem a quem recorrer. A escola precisa ser um espaço de confiança, onde elas encontrem acolhimento, informação e apoio real.”









