Boletim da APP – 31/07/26
Informativo eletrônico semanal da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do PR
Professora expõe fórmula da Seed: maquiagem de metas e exaustão
Governo Ratinho Jr. empurra crise de saúde mental para a conta individual dos(as) educadores(as), enquanto categoria enfrenta coação por aprovação automática e invasão na rotina pelo WhatsApp

Ao sugerir suco em vez de energético e caminhadas ao ar livre para tratar o esgotamento docente, uma cartilha sobre saúde mental enviada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) na volta às aulas provocou indignação nas escolas. A reação ganhou força após o vídeo da professora Geórgia Kimura, do Núcleo Sindical de Maringá, viralizar nas redes sociais. Ao confrontar o material distribuído pelo Estado com a rotina de pressão e sobrecarga da categoria, a educadora expôs a postura da gestão Ratinho Jr. e do secretário Roni Miranda.
Geórgia Kimura vai direto ao ponto. “Nesse estudo e planejamento, a Seed resolveu enviar uma cartilha sobre saúde mental: alfabetização emocional, autoconsciência, autocuidado. Só que não enviaram porque tantos professores estão se afastando. Muito se fala do atestado, mas o que está acontecendo que faz com que o professor não aguente a rotina escolar?”.
Para a direção da APP-Sindicato, a denúncia que tomou conta das redes atinge o coração da política educacional do estado com a manipulação de dados para inflar os índices oficiais. A professora relata a coação sobre diretores(as) e equipes para garantir a aprovação de alunos(as) e manter o ranking das escolas elevado a qualquer custo.
“Eu quero saber como não adoecer diante da maquiagem que a Secretaria de Educação faz a gente fazer. Burlando frequência, nota, aprovação. Esse aluno não mereceu passar de ano? Pois ele passou! Ele passou para não cair o ranking da escola, porque sabemos que os diretores são pressionados para não reprovar”, explica Geórgia.
Educação destina R$ 156 milhões para gratificações de militares no PR
Apuração de Rosiane Correia de Freitas para jornal Plural expõe a fonte dos repasses destinados a monitores e diretores em escolas militarizadas

O Governo do Paraná já retirou R$ 156,2 milhões do orçamento da Educação para custear a gratificação de militares que atuam nas escolas cívico-militares do estado. Revelada pelo jornal Plural, a informação expõe a grande disparidade de tratamento da gestão Ratinho Jr. entre os profissionais da segurança pública da reserva e os(as) educadores(as) da rede pública.
Segundo apuração da jornalista Rosiane Correia de Freitas, a Gratificação Especial pelo Serviço do Inativo dos Integrantes do Colégio Cívico-Militar (GESICM) é paga com recursos diretos da Secretaria de Estado da Educação (Seed) para policiais militares e bombeiros(as) da reserva que exercem funções de monitoria e direção nos colégios.
Para chegar ao montante milionário, a reportagem cruzou dados das Leis Orçamentárias Anuais e do cadastro funcional do Executivo estadual. O levantamento revelou que os(as) militares recebem a gratificação acumulada com seus proventos de aposentadoria, em um vínculo à parte.
Pesquisa CNTE-FGV investiga impactos da polarização na escola pública
Professores podem responder ao formulário on-line até o dia 31 de julho
Professores(as) da rede pública que lecionam nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio têm até esta sexta-feira (31) para responder à pesquisa sobre polarização nas escolas. O estudo é uma iniciativa conjunta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O objetivo é compreender como o contexto social e político atual no Brasil tem afetado as condições de trabalho dos(as) educadores(as).
“É muito importante que a nossa categoria responda ao questionário para que o estudo tenha condições de produzir um diagnóstico do quanto o trabalho docente tem sido alvo de ataques, de assédio e também de cerceamento do ensinar, do quanto a nossa liberdade profissional, garantida na Constituição, é constantemente atacada por grupos extremistas e governos locais autoritários”, orienta o secretário executivo Educacional da APP-Sindicato, Vandré da Silva.
A participação é voluntária e envolve apenas o preenchimento das perguntas que abordam a relação com os(as) estudantes, confiança na direção da escola, problemas com responsáveis e outras questões do trabalho docente. O questionário está disponível on-line, é anônimo e não coleta dados identificáveis. Os responsáveis pelo estudo também asseguram o sigilo das respostas e o tratamento dos dados exclusivamente para fins acadêmicos, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
APP-Sindicato convoca assembleia on-line para sábado (1º)
Participe! Em caso de dúvidas e problemas com o recebimento do link, entre em contato com a APP pelo número (41) 2170-2500
A APP-Sindicato convoca os trabalhadores e as trabalhadoras da educação para a Assembleia Estadual Extraordinária, que ocorrerá neste sábado, dia 1º de agosto, às 8h30 (primeira chamada), em formato virtual.
“É hora de unirmos forças para enfrentar os ataques contra a escola pública, democrática e emancipadora. Diante das eleições, vamos intensificar a nossa luta para eleger quem de fato defende a educação, no combate ao desmonte pedagógico e pela exigência do fim da punição à saúde dos trabalhadores da educação”, destaca a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Olegário Mazeto.





